Qual o sentido da vida?

E daí pessoas? Como estão? Eu estou bem. Meio tenso por ter meu irmão fazendo vestibular contra uma concorrência de 20 por vaga e tal. Mas ta se saindo bem. Ta menos nervoso agora, então acho que vai dar.

Venho aqui hoje pra falar sobre algo que me deixou louco de tanto pensar. Refiro-me a este post da Madi e este post do Júnior. Leiam. É algo inacreditável as coincidências, a sensibilidade e o peso emocional que se extrai dos textos deles.

O post fala da morte. Da relação entre as pessoas que ficam e as pessoas que vão. São um casal o Júnior e a Madi, assim como eu e a Bruna. E eu lembro que depois de ler aqueles textos eu fiquei me imaginando na situação. A Bruna iria no outro dia pra casa, viagem de ônibus e tal. E eu sempre fico preocupado. Mas neste dia fiquei mais. Lembro de jogar os cobertores/lençóis nela na hora de dormir, de ver o sorriso dela, e de pensar que podia ser a última vez que isso acontecia. Podia cair um meteoro no quarto, podia eu cair na escada. Enfim.

A vida é uma coisa muito efêmera. Estamos ligados a ela por um simples fio que por qualquer vento se rompe. Vocês já ouviram falar daquela história em que um cara morreu afogado na tigela de água do gato? Pois então. Além de ser curta, de ser difícil, de ser chata as vezes, a vida também é extremamente sensível.

Aí eu parei de pensar nessas tragédias possíveis. Eu fico louco pensando nisso. E comecei a pensar. Qual o sentido disto tudo? Qual o sentido de nascer, mamar, correr riscos, morrer?

Cheguei ao ponto de pensar que a vida de fato não serve pra nada. Que somos apenas mais uns bichos, a estilo de baratas, ursos e dinossauros, mas que somos apenas hegemônicos na terra por enquanto.

Mas isto é muito pouco. Temos algo que os outros animais não têm. Temos inteligência. Temos a consciência. Ahhh a consciência. Esta me abriu os olhos para o real objetivo da vida, que antes parecia obscuro pra mim.

O objetivo, o sentido da vida, é fazer o bem. Isso mesmo. Fazer o bem sem se importar a quem. Aliás, pode-se até se importar com a quem, mas fazer o bem. Afinal de contas isso é uma das únicas coisas para a qual podemos usar nossa inteligência de forma interessante e ainda por cima ficarmos com a consciência tranqüila. E o que é ter a consciência tranqüila? È ser feliz. É impossível ser feliz com algo negro no passado.

E este tem sido meu objetivo a um bom tempo. Fico meio depressivo até por não saber muito o que fazer. Sentindo-me uma mera formiguinha perante a tudo que eu acho que é ruim e passível de mudanças. Eu sempre tive o sonho louco de fazer a diferença. Quero, quando eu morrer, lá com uns 130 anos, poder fechar meus olhos sabendo que eu fiz algo pelo meu mundo, ou por alguém. Quero morrer sabendo que eu fiz a diferença, com a consciência tranqüila. Quero morrer feliz pela vida que tive. Afinal de contas, esta é a melhor forma de se terminar algo.

Enfim. Devaneios de uma alma que, como eu disse no comentário para a Madi, prefere se agarrar no que tem de objetivo nessas coisas sobrenaturais pra não enlouquecer pensando. Espero que faça algum sentido.

Desejem sorte pro meu irmão.

500 comentários. Obrigado gente. Nem consigo acreditar neste número. ;~~

Até a próxima companheiros.

Te amo bebê ;@@@@

Matheus

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6 Comentários

Arquivado em Dele

6 Respostas para “Qual o sentido da vida?

  1. pois é, a vida realmente é algo complicado de se entender… Nem sempre conseguimos achar alguma função pra ela, além da mais na cara, que seria viver.
    Mais acho que a melhor maneira de aproveita-la é exatamente como vc disse. Fazendo a diferença, nem que seja na vida de outra pessoa.
    Beijos :*

  2. O verdadeiro sentido da vida é quando sabemos o que queremos, onde queremos chegar e o que vou fazer quando estiver lá…
    O verdadeiro sentido da vida é aquele quando sabemos interpretar quando o coração diz o caminho e deixá-lo guiar…

    Assim que interpreto.

    Boa reflexão.

    Super bjo aos pombinhos.

    Camila

  3. Júnior

    Você nasce, cresce, trabalha, constrói…
    Pra ter como fim de tudo, a morte. Que sentido tem isso?
    Faço esta pergunta a mim mesmo desde quando me entendo por gente. Por um tempo, preferi acreditar que não tinha sentido algum e que procurá-lo era esforço em vão.

    Quando adquirimos bens em nossa vida – E eu não falo de casa, carro do ano, diplomas universitários, dinheiro – falo de amor, de companhia, de felicidade, que são os verdadeiros “bens da vida”, é que a gente começa a pensar sobre ela, porque tu crias um vínculo tão forte com tudo, que acabas questionando por quê isto tem de ter fim.

    Talvez o sentido esteja na própria morte, mas como aparentemente ninguém voltou para contar o que acontece, provavelmente nunca encontraremos uma resposta para isso. Se soubessemos o que há do outro lado – e principalmente, se realmente existe algo – seria mais fácil de explicar o porquê de nossa existência na Terra.

    Não esperava o pingback para as nossas postagens, tampouco poderiámos imaginar que os nossos textos tivessem tanto peso ou que provocassem reflexões que não fossem em nós mesmos. Fico feliz por elas terem sido provocadas em outras pessoas, pois afinal, o ato de não valorizar a vida, por mais misteriosa que ela seja, é o que acontece dia a dia com milhões de pessoas no mundo.

    Também fiquei maquinando tragédias, preocupações.
    Hoje de manhã cedo a Madi passou mal e não tinha “médico” naquela cidade que soubesse dizer o que estava acontecendo com ela.

    Resultado, tivemos de voltar pra casa, porque tanto eu como ela ficamos angustiados, e acabamos de voltar do hospital.
    E eu claro, imagina, pensa, juuuuuuura que não: Fiquei com o coração na mão.

    Um abração pra vocês e desculpem pelo verdadeiro post em forma de comentário. o.O

  4. Isa

    Eu, talvez pela falta de crenças, acho que nós somos postos no mundo com n possibilidades e nenhum limite, e cabe apenas a você decidir qual vai ser seu papel aqui. Para mim é como se fosse uma gigantesca aula de improvisação de tema livre, sabe?

    Mas não tem como saber ..

  5. Cruz credo. Acabei de ler, como pode isso? {D.}

  6. Então Matheus, durante muito tempo pensei na morte de forma temorosa… Mas aprendi com a vida que essa é a grande e única certeza que temos. Não devemos nos preocupar com o que vai nos acontecer, como vai ser, etc, etc e etc. Devemos, como você bem disse, fazer o bem, amar, nos doar por inteiro a tudo que fazemos. Assim, a vida se torna mais gratificante e estaremos fazendo uma grande diferença.
    Grande abraço perfumado.

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