Viagem ao fim do mundo!

Dae pessoal. Tô aqui hoje pra contar minha fantástica experiência do fim de semana. Mas pra fazer isso tenho que situá-los na minha personalidade. Sou um cara novo, então posso dizer que vivi mais que a metade da minha vida na cidade onde nasci, no extremo interior. Cidade mínima, 13 ou 14 mil habitantes. Sabem como é né ? E sempre me senti meio “out” em relação às pessoas que moravam lá, inclusive dos meus amigos que adoravam ir para o campo pescar, caçar, ou simplesmente ir pro mato. Coisa que não despertava em mim muito interesse como vocês podem perceber.

A 8 anos eu e minha família viemos morar na cidade grande (\o/). Relativamente grande também, não uma metrópole. Mas uma cidade que não dá condições de quando bater na telha sair pra qualquer lugar e pescar.  Eu adorei, meu irmão odiou. Mas todos nós nos adaptamos e acabamos esquecendo um poco de como as coisas funcionam “fora da civilização”.

O que me aconteceu neste fim de semana foi que, por motivos familiares, resolvemos passar um domingo em uma cidade aqui próxima. Essa sim o interior dos interiores. “Cidade” de 4 mil habitantes apenas. Depois 40 Km de viagem feitos em uma hora devido as fantásticas estradas de chão batido que dão acesso a mesma, lá estavámos nós. Gente. Não pega celular. Tv só por antenas mega sofisticadas. Vacas, ovelhas, e pó, muito pó por todos os lados. No caminho eu fui percebendo o inferno onde estava me metendo.

Mas ! Porém ! Contudo ! Todavia ! Entretanto ! Longe de mim querer falar mal de cidades interioranas. Se eu tivesse voltado de lá pensando da mesma forma como cheguei eu não estaria postando aqui agora. Que experiência fantástica. Nunca pensei que pudesse dizer isso, mas é fenomenal se desligar do mundo, ficar no meio do NADA extremo, no meio do mato, onde se ouvem até os pensamentos mais silenciosos. Me senti no centro do universo mesmo estando totalmente fora da civilização. E é nessas horas que se para pra pensar no que realmente importa na vida. Não que eu tenha feito grandes reflexões filosóficas, afinal de contas foram apenas umas 8 horas de imersão. mas essa experiência me fez pensar em coisas fundamentais da minha vida. Ficar sem celular, sem contato com a namorada, pra mim em situações normais seria angustiante por exemplo, mas lá eu me senti relaxado, porque percebi que o que importa não é ter alguém SEMPRE, 24 horas do teu lado, mas sim saber que quando tu precisar de fato e quando quiser essa pessoa vai estar lá. Meio que perdi a fé nesses meios de comunicação que nós usamos, hoje tenho certeza que a melhor forma de se comunicar são os sentimentos, e pra essa forma não precisamos de celulares, computadores, tecnologia. Isso é transmitido por telepatia. Fantástico não ?

Então não vou aqui escrever nenhuma conclusão. Não entendi direito a forma como isso mexeu comigo. Só sei que recomendo à todos que tiverem a chance de fazer algo parecido que não pensem duas vezes. A vida é muito mais do que nós pensamos, e as verdades que temos como imutáveis não são tão duras assim, e vale a pena bater de frente com isso pra ver do que somos feitos. Pode-se mudar tudo ou não mudar nada, o fundamental é não deixar de tentar.

Eu voltarei lá assim que tiver chance. Ou pra algum lugar parecido. Criar uma forma de mundo particular pra desaguar os problemas da vida.

Ao som de : Oasis – The Shock Of The Lightning . Novo CD fantástico ! Recomendo !

Te amo Bebê ! ;@@@@@@@@@@@

Comentem ! Abraços.

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1 comentário

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Uma resposta para “Viagem ao fim do mundo!

  1. Vanessa

    Olá Matheus!

    Vi seu comentário no blog da Rodaika e Fetter…e vim espiar. Gostei da sua reflexão sobre se desligar do mundo, isso faz um beeem…e também quero comentar minha surpresa ao me deparar com uma história parecida com a que estou vivendo. Não estamos namorando oficialmente ainda, mas estamos no caminho…e nos conhecemos na net tb, se bem que isso não é mais tão anormal, eu que ainda me sinto uma estranha…mas há duas justificativas pra isso: 1ª é meu primeiro relacionamento a distância e em que o sentimento surgiu antes do toque e 2ª também cresci em cidade de interior…hoje vivo na cidade ao lado que é um pouco maior mas está longe de ser uma metrópole, logo, algumas coisas ainda parecem fora do comum pra mim. Mas estou me adaptando…Estarei visitando o blog e quero conhecer a história de vocês. 🙂

    Abraços,
    Vanessa

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